Em rodas de conversa animadas, jovens e idosos trocaram experiências de vida e se aproximaram

A cadeira de balanço é o principal ícone da velhice, mesmo em tempos de idosos ativos e participantes de clubes, grupos de ginástica e diversão. Por isso, ela foi escolhida para batizar o projeto que os alunos de Ensino Médio da EIC desenvolveram desde o mês de novembro, nas aulas de filosofia do professor Roberto. O projeto Cadeira de Balanço uniu gerações e possibilitou uma reflexão e a uma jornada de encontro dos jovens com avós e consigo, preparando-os para “saber-se, um dia, ancião”, como prega seu objetivo.

Os alunos dos 2ºs anos do Ensino Médio adotaram uma sala ou turma de 1º ano. Os segundos anos foram os “avós” das turmas dos 1ºs, reunindo-se com as salas apadrinhadas por eles. O ambiente desse encontro foi carinhosamente chamada de “útero”, pois o local foi preparado de modo a ser aconchegante, como na segurança de um útero materno.

Nesse local, os alunos dos 1ºs anos, sob a tutela dos do 2º, ouviram as experiências de vida uma vida inteira, dos avós paternos e maternos da turma dos padrinhos. “A finalidade é despertar nos jovens o respeito pelas gerações mais velhas e aprender com elas sobre a vida”, assinala o professor Roberto.

Depois da troca de experiências, os alunos produziram web documentários para registrar o projeto e fizeram o encerramento com o depoimento da irmã Maria Aparecida Betoni, diretora da Escola, para todas as turmas envolvidas, no salão do pré-universitário. “Numa sociedade em que o idoso é deixado de lado, e, por não produzir, é descartado, o resgate feito por esse projeto mexe com o interior de cada adolescente e os faz descobrir o valor de cada pessoa, de quem já viveu muito e deixa um legado para eles”, assinalou a diretora.

Avaliação

Para a aluna Natália Moura Guerreiro, do 1º ano EM, o projeto ajudou os jovens a ganharem experiência do momento que estão vivendo, de “como devemos agir agora, que somos jovens”. Para ela, conviver com os idosos “é muito importante porque eles nos ensinam muito. Cada vez mais, temos que aprender com eles, porque eles têm muita experiência”, considera.

Já o colega Jaime Ventura da Silva Jr achou que o projeto foi uma oportunidade de conhecer a história dos avós e comparar com sua vivência. “A gente não tem noção das experiências que as pessoas tinham antes. As história que ouvi, nunca imaginei que tinham acontecido, como a do avô que foi pra guerra e da experiência irmã Aparecida. São histórias que eu vou levar pra vida”, diz ele.

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