Roda de conversa com lideranças aborda política e sociedade

 
Doutor em História, Mário Sá abriu o espaço para um diálogo com os estudantes Doutor em História, Mário Sá abriu o espaço para um diálogo com os estudantes

O projeto de formação de líderes, LíderEIC, desenvolvido pela coordenação e orientação dos anos finais do Ensino Fundamental realizou, no dia 04 de outubro, um encontro das lideranças com o professor doutor Mario Sá. Os alunos 6º ao 8º ano e o coordenador Fábio Bettoni receberam o especialista em História para discutir sociedade e política.

Todo mês os líderes de turma recebem uma formação com tema específico pré-definido pelo coordenador. "Por ocasião do momento que estamos vivendo no Brasil, as eleições, optamos por abordar essa temática com nossos estudantes para, posteriormente, fazermos uma visita à Câmara de Vereadores, aprofundando a compreensão e a participação dos envolvidos", explica Fábio. A intenção é fazer com que os alunos exerçam a participação social e política, um exercício de cidadania e protagonismo juvenil.

Antes da conversa com Sá, houve um "quebra-gelo": numa caixa surpresa, foram colocados papéis com temas da atualidade e cada estudante teve um minuto para expressar sua opinião sobre o assunto sorteado. Depois, o especialista mediou a conversa aberta, ouvindo o que os estudantes tinham para falar. Mário de Sá baseou a discussão sobre sociedade e política no respeito pelas diferenças, que hoje gera tantos embates nas redes sociais. "Pessoas diferentes têm o direito de serem diferentes. Uma das coisas que mais acredito na vida é que a convivência com os diferentes nos torna pessoas melhores, eles nos ensinam muito, nos fazem ver o que, do nosso lugar, não conseguimos perceber", disse.

O professor doutor utilizou fatos históricos e cotidianos como exemplo, destacou como o nazismo chegou ao poder pelo voto, pelo fato dos partidos democráticos, mas diferentes na fora de lidar com a democracia, não terem se unido e, portanto, serem minoria. Trouxe à luz o conceito aristotélico de política além de partidarismo, o contrato social de Rosseau para a vida em grupo e a ideia de que, se todos pensarem de forma individual, a sociedade não funciona, mostrando que as regras coletivas têm que ser seguidas para viabilizar a convivência. Finalizou chamando a atenção para a importância do acompanhamento do político ao qual se dá o voto e da necessidade da postura ética sempre.