Luzia, fóssil mais antigo das Américas
Luzia Luzia é o nome do fóssil humano mais antigo encontrado nas Américas. Encontrado pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire na década de 1970, em Lapa Vermelha, no sítio arqueológico de Lagoa Santa, o fóssil dessa mulher pré-histórica contribui para reacender um antigo debate em torno das origens do homem americano.
De acordo com o paleoantropólogo Walter Neves, responsável por batizar o fóssil, a morfologia do crânio de Luzia a aproximaria dos atuais aborígenes da Austrália e nativos da África. Neves aventou a hipótese de que, portanto, a ocupação da América foi mais antiga do que até então se imaginava, embora não recuando muito no tempo (cerca de 14 mil anos antes do presente), e que foi realizada por povos de regiões distintas, como a Oceania e a África. Essa tese não foi muito bem recebida por alguns cientistas.
De acordo com a National Geographic, além das raças não serem uma maneira científica de classificar seres humanos, as diferenciações entre os grupos humanos só surgiram após 9,5 mil anos.
O povo de Luzia
Os estudos realizados na região habitada por Luzia e outros paleoíndios demonstram que eles desconheciam a cerâmica e que sua indústria lítica era relativamente simples. Pesquisas recentes, contudo, afirmam que esses homens eram sedentários. Achados como enterros numerosos e uso de matérias-primas existentes apenas neste local reforçaram estas idéias. Uma análise das cáries nos dentes destes americanos demonstra que eles, embora não tivessem agricultura, se aproveitavam intensamente de recursos vegetais.



