Teatro contribui para levar estudantes à magia dos livros

 
Alunos participaram da encenação com as contadoras de hist´roias Alunos participaram da encenação com as contadoras de hist´roias

Foi por meio de uma breve encenação de capítulos dos livros A Bolsa Amarela, de Lígia Bojunga e O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon, que os alunos do Ensino Fundamental que a professora Rosângela Teixeira, em parceria com a equipe da Biblioteca Literária, deu o pontapé inicial do literário junto às turmas de 6º e 7º ano.

"O teatro incentiva a gente, deixa curioso", considerou o aluno Joâo Vitor Correia Ruviaro, do 6 º A. Os irmãos mais velhos já elogiaram a história para ele, que classifica-se como "curioso" a respeito do livro. João Vitor lê pelo menos um livro por semana desde que estava no 2º ano e, para ele, essa rotina o beneficia em vários aspectos. "Ler dá novas ideias, outros conceitos. Lendo a gente tem mais criatividade e aprende a escrever certo, sem erros", aponta.

Os projetos literários ainda proporcionam outros tipos de interação com história, como leitura conjunta, discussão, produção de peças e personagens de forma artesanal e em encontro de encerramento com chá ou suco festivo.

Os enredos - A Bolsa Amarela é uma história de uma menina que entra em conflito consigo e com a família, ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela ) - a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação - por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio "criança não tem vontade" - essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias. Ao mesmo tempo em que se sucedem episódios reais e fantásticos, uma aventura espiritual se processa, e a menina segue rumo à sua afirmação como pessoa."

Já Tistu, o principal personagem de O Menino do Dedo Verde (escrito em 1957) tem o dom de fazer nascer flores em tudo que encosta. A expressão "dedo verde", usada na jardinagem, diz respeito àquelas pessoas com dom para cuidar das plantas. No personagem, essa capacidade extrapolava o limite humano: era como um super-poder. O menino era tido como um esquisito. Não se encaixava em padrões e não ia bem na escola; dormia logo que o professor começava a falar, pois acha tudo muito maçante. Seus pais decidem que ele deve, então, sair do rumo tradicional e conhecer o mundo por conta própria, com os próprios olhos em vez de pelo que estava escrito nos livros.